Literatura

Acreditar e Confiar
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Acreditar e Confiar

A vida é uma corda bamba; Por onde temos que andar. Para não cair muito menos bambear; Temos que em Deus acreditar e confiar. Assim eu sigo a vida; Sem saber por onde andar. Mas mesmo assim ando tranquilo; Pois tenho Deus para me guiar. Peço a Deus e a Virgem Maria; Para não deixar a minha coragem faltar. Por que sempre espero; O meu caminho Deus iluminar. Que nenhum mal comigo aconteça; Para assim minha trajetória completar. A cada vitória que na vida eu conquistar; A Deus todo poderoso irei louvar. Só ele sabe da minha luta e sofrimento; A angústia, o abandono e o tormento. Mas mesmo em meio às tribulações; Apenas ele me dá todo o amor e acolhimento. Sobre o autor: Maycon Ferreira Gomes Pereira: um jovem de apenas...
O que é o amor?
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O que é o amor?

O amor é um sentimento; Um gesto vivido com respeito. Tem gente que diz que ama; Mas nem sabe falar direito. O que adianta prometer o mundão; Passar a vida pedindo perdão. O amor é um sentimento que se cultiva; Anos e anos mantendo viva; A profunda admiração. O amor é para quem sabe amar. O que adianta falar e falar; Se nos momentos mais difíceis. Não se pode contar. Mas tenho certeza que ei de encontrar; Uma pessoa muito especial. Na qual irei levar para junto comigo vivenciar; Esse lindo e maravilhoso sentimento. Embaixo de um céu estrelado; E sentindo a brisa do mar. Assim olhar para o céu e dizer; Como é bom poder escolher; A quem abraçar e amar. Sobre o autor: Maycon Ferreira Gomes Pereira: um jovem de apenas 18 ...
Homofobia
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Homofobia

Apenas hoje sei o que é a homofobia;Ela é a arrogância e a prepotência.Daquele que guarda dentro de si;A frustração de não ser quem ele é;Assumindo diante da sociedade e da família. Dói tanto ver muitos e muitos;Se esconder e esconder de todos a sua fantasia.Fantasia de se relacionar com um homossexual;Com medo do que vai pensar a sua sociedade e sua família. Com isso acabam ferindo a si e aos outros;Falando barbaridades e agredindo os gays.Dando ainda mais palco para a arrogância;Aumentando ainda mais os casos de homofobia. Desejo do fundo do meu coração;Que a sociedade cresça e evolua.E com muita sabedoria;Aprenda o real significado do respeito e empatia. Sabendo respeitar a diversidade;Como também sabendo lidar com a diferença.Assim finalmente irá acabar;O desamor, a arrogân...
Caminhos de pedra
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Caminhos de pedra

Caminhos de pedra, publicado pela primeira vez no ano de 1937, é a obra com teor mais explicitamente político da primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras (1977) e a primeira a receber o Prêmio Camões (1994) - Rachel de Queiroz. Terceira obra queirosiana, trata-se de uma metáfora para mostrar o longo percurso preconceituoso e desafiador de uma mulher, Noemi, que não se conforma com sua vida enclausurada no ambiente doméstico para cuidar do marido e do filho. Ela rompe com o papel feminino tradicional imposto às mulheres do século XX. Indicado para um dos vestibulares mais difíceis do país, FUVEST (2026/2027), a obra tem suscitado debates sobre questões feministas, já que Noemi luta por sua autonomia afetiva, política e econômica. Interessante é o fato de que a...
Grávido aos 47
Literatura, Sem categoria

Grávido aos 47

Acordei grávido aos 47 anos. A lua estava cheia e os lençóis, suados. Tomei duas garrafas de água e meus olhos pareciam sambar. Engravidar aos 47 é como chegar aos 18 — não sei bem a relação desta analogia, mas acredito que faça algum sentido. Aos 18, a responsabilidade aumenta e o mundo parece ser outro. Aos 47 anos, ainda se tem muita coisa para fazer. Meus avós se foram perto dos noventa. Morreram um pertinho do outro, tanto os maternos quanto os paternos. Não sei se chego até lá. Não penso em pular da varanda, tento me alimentar bem e, por incrível que pareça, frequento a academia — mas não tiro foto. O destino é imprevisível. Não estava nos planos engravidar aos 47. Mas aos 47 engravidei, e amanhã o mundo pode acabar. Enquanto ele não acaba, cuido da gravidez. Talvez sejam gêmeo...
Quebra-queixo, caldo de cana e ipê
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Quebra-queixo, caldo de cana e ipê

Atreparam-se para colher sementes de ipê-rosa. Suas vagens caíram, as sementes se espalharam, cataram uma por uma. Os ipês são árvores de encanto: os rosas guardam uma beleza calma, já os amarelos parecem que estão com os dentes para fora sem parar de rir. Sementes de ipê guardadas em sacos de papel, prontas para o plantio. Plantar e colher exige delicadeza e dedicação. Teve naquele dia ipês no meio do caminho. Nem só de pedras se compõem as estradas. Quebra-queixo, caldo de cana, sol para cada um, beijos sem quatro paredes e olhos de margarina na quentura do meio-dia pareciam afagos com algodão e nuvens. Atrepados na ponta da língua e dos sonhos, o ipê floresce. Poderia falar de todas as pedras do caminho e do desespero do poeta, mas contenho-me por um instante no quebra-queixo, ...
Do signo de escorpião e suas intensidades não resguardadas: Cecília Meireles
Literatura

Do signo de escorpião e suas intensidades não resguardadas: Cecília Meireles

Poeta, professora, pedagoga e jornalista, Cecília Meireles construiu um legado dos mais expressivos de nossa Literatura Brasileira. Criadora de imagens poéticas ricas em simbologias, a profundidade de sua obra lhe possibilitou entrar no cânone literário que, no contexto de sua atuação, era um espaço que excluía, invariavelmente, a produção literária de mulheres. Sob o Signo de Escorpião, este signo de intensidades não resguardadas, Cecília Meireles nasceu na cidade do Rio de Janeiro, em 07 de novembro de 1901. Embora tenha se dedicado à narrativa e a textos ensaísticos, ela se notabilizou pela produção da poesia. Sobre seu nascimento, Cecília Meireles (1982, p. 03) afirma: Nasci aqui mesmo no Rio de Janeiro, três meses depois da morte de meu pai, e perdi minha mãe antes dos três anos...
A florzinha de acerola
Literatura

A florzinha de acerola

Manhã, café para fazer. O Chupa-Manga visitava a varanda; pequenino, se escondia entre as folhas. A poeta das plantas colhia acerolas. Chegou orgulhosa da sua colheita: maduras, doces e vermelhas brilhantes. Foi logo fotografar, experimentou composições e provou cada fruto delicadamente. Café da manhã pronto. Há dias atípicos, em que o relógio é esquecido, porque o único compromisso está posto à mesa e no desejo de celebrar a delicadeza. Melancia, morango, suco de acerola, uvas, café, cuscuz, ovos e queijo. Do lado esquerdo estava a poeta das plantas, comendo e dividindo conversas. Lembrava que uma hora demorou quase um dia; promessa difícil é passar pouco tempo. A gente não faz contabilidade das horas, quando vai ver: já é outro dia. Antes do meio-dia, a poeta das flores oferta uma ...
Carlos Drummond de Andrade: um escritor leitor
Literatura

Carlos Drummond de Andrade: um escritor leitor

A leitura é uma ferramenta de aprendizado, transformação e subversão. Não se sai incólume, quando se ler. Para além do conhecimento do (s) outro (s), a leitura gera um conhecimento de si. Sua natureza é ampla, diversa e significativa. A leitura pode ser entendida tanto como um momento de meditação, como de apropriação do mundo interior/exterior. Ler é uma prática pessoal e intransferível. O leitor, a convite do escritor, é um desafiador do universo das insubmissas palavras e o único responsável por suas próprias leituras. Para ser escritor é imprescindível ser, antes de tudo, um leitor. Carlos Drummond de Andrade (1902-1987), além de contista, cronista, ensaísta, crítico literário e poeta, foi antes de tudo, um leitor/escritor sensível e arguto de seu tempo. O menino Carlito desde a ...
Agricultores de Estrelas
Literatura

Agricultores de Estrelas

Vontade de pichar os céus só para dizer o quanto sinto. Nossos manifestos de amor são escritos sobre os olhos, arados na terra, debaixo dos lençóis, pelas manhãs com café e cafuné, na simplicidade de lavar a louça, na rega das plantas, na oferta da batata doce, na pimenta e no chocolate. Falta respiração; a velocidade dos acontecimentos nos faz dançar. São versos costurados no mistério e no segredo. Cabe o céu e a terra no poema sonhar. Hoje fiquei na dúvida, na verdade sem respostas. Não sabia direito o que escrever ou oferecer. Teria um trabalho imenso para enumerar a intensidade, as trocas, o sorriso fácil, os olhos brilhantes, a comida dividida entre o verde e a varanda. O sanhaço  se equilibrando no fio, bicando banana logo cedo. Não saberia por onde começar, se por um ch...